sábado, 4 de julho de 2009

As palestras da FLIP



Gostei demais da palestra dos escritores Atiq Rahimi (afegão, exilado na França) e Bernardo Carvalho (carioca, exilado em São Paulo) – a conversa entre os dois foi mediada por Beatriz Resende. Um dos tópicos abordados foi a importância das referências nacionais sobre a criação literária.
Com os últimos livros dos escritores embaixo do braço, esperei pouco mais de uma hora para conseguir os autógrafos. Quando chegou na minha vez, o Rahimi além do autógrafo perguntou (via intérprete) se eu tinha uma palavra predileta: ele a escreveria em língua persa.
Na hora me veio na cabeça a palavra Sherazade. Ele sorriu e atendeu meu pedido (penso, porque não sei persa). Desci o primeiro degrau da escadinha feliz da vida com a minha lembrança da primeira coisa oriental que me veio à mente. No segundo degrau lembrei que Sherazade e Harum Al Raschid tinham vivido mesmo em Bagdá, Iraque. Nada a ver com Pérsia ou Afeganistão.
De qualquer maneira, com tantas palestras, livros e autores instalou-se um carrossel literário na minha cabeça que gira sem parar.

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