Ontem de manhã meu marido e eu resolvemos sair de Paraty para passear e almoçar em Ubatuba. No caminho, decidimos passar na praia do Léo para visitar a casa de praia do Clodovil. Lembrando que além de estilista, Clodovil foi um dos deputados federais mais votados no estado de São Paulo em 2006.
Decidimos parar na mansão porque neste final de semana ela está aberta ao público interessado em comprar móveis, louças, quadros, livros ou alguma estatueta de sapo da coleção do figurinista. Um bazar, do tipo "família vende tudo."
A casa está situada no meio da Mata Atlântica, em cima de um morro, uma visão estonteante da natureza. Como não era permitido subir de carro até lá, o jeito foi esticar as pernas na subida -- uma bela caminhada apreciando as árvores e o paisagismo.
Temíamos um programa infeliz, com gente demais, talvez até um pouco de tumulto. Boa surpresa: havia poucas pessoas quando chegamos, nem foi preciso enfrentar fila, talvez por ser distante da cidade ou porque houve pouca divulgação da venda. A foto acima mostra a "sala azul" com obras originais de pintores brasileiros famosos como Scliar, Aldemir Martins e outros. A curiosidade se aguçou -- foi ótimo andar por tanta sala e quarto sem dono (oito suítes).
Achei sobretudo interessante esta sala de estar com chão singular: sem piso industrializado, os pés na areia fofa da praia. Quando o dono da casa era vivo, mandava os empregados desenharem "ondas" na areia trazida da beira-mar.
Outra peculiaridade - os cômodos da mansão são "desmembrados" -- cada vez que se muda de ambiente é preciso passar por jardins internos, olha só as jabuticabeiras fazendo parte da casa, entre a sala e a cozinha. Mesmo sem cuidados os espaços verdes ainda são deliciosos -- a vista sempre encontra árvores, plantas ou mar.
Na decoração, a mistura do clássico com o rústico. O teto revestido de palha esconde os caibros do telhado
| um dos terraços da residência com vista para a Praia do Leo |
... e até uma capelinha, quase em ruínas, uma graça, no meio das árvores
compramos alguns objetos de boa qualidade por precinhos de bazar -- a melhor aquisição foi um par de panelas de cobre made in france
esta moringa artesanal, assinada por "nica"| e alguns outros poucos objetos de cozinha como a travessa de porcelana com suporte de ferro pintado. Havia serviços de louça belíssimos, foram comprados por donos de restaurantes de São Paulo. |
Escrevo agora quase dois anos depois que estivemos na casa do Clodovil. A data no calendário marca 18.8.2014. Àquela época, eu não sabia que este post despertaria tanto interesse; é um dos mais procurados aqui do blog, com quase 7 mil acessos. Ontem à noite, organizando meu banco de imagens encontrei mais algumas fotos da casa. Imediatamente decidi trazê-las para cá. Esta do quarto salmão, a memória não ajuda... Não sei dizer com precisão se era o quarto da mãe do Clodovil ou se era um quarto de hóspedes comum. A cama já estava se deteriorando, como é possível perceber. A roupa de cama e as cortinas de renda estavam ainda em bom estado.
Um recanto do jardim decorado com plantas em vasos e espelho de água.
| As esculturas modernistas ficavam na beira da piscina, de frente para o mar. Lindas! Gostaríamos de tê-las comprado, mas eram caras. |














