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domingo, 10 de julho de 2011

o último retrato de Ana Luiza

foto de Gisa Muller
"MANAUS - Morreu na noite de hoje (8), a menina Ana Luiza, de apenas sete anos, internada no Hospital A.C. Camargo em São Paulo. Ela sofria contra um tipo raro de câncer. O anúncio, por meio do microblog twitter, feito pelo padrasto da criança Marcos Varela, anunciou o fim de mais de um ano de luta contra a doença. ”#Força Ana Lúíza se foi. Meu anjinho está no céu. Que Deus a receba de braços abertos!”, escreveu.
Segundo Marcos Varela, a menina havia sofrido duas convulsões pela manhã. Desde o início do mês ela não respondia mais aos medicamentos.
Ana Luíza sofria de Rabdomiossarcoma, um tumor raro e agressívo. Por várias vezes, melhorou com a quimioterapia adotada pelos médicos paulistas, mas a doença voltava a se manifestar."
(texto do Diário de Notícias de Manaus)
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Querida Ana Luiza... os nossos planos de ver você em Santo André da Bahia deram certo... a lembrança de sua coragem, sua alegria, sua vontade de viver é daquelas que a gente conserva para o resto da vida.
Descanse, agora... 
No more pain
  
os dois primeiros retratos

sábado, 12 de março de 2011

o terceiro retrato de Ana Luiza

Mônica
Em fevereiro coloquei aqui um post intitulado "Dois retratos de Ana Luiza", onde comentei um pouco da saga  dessa garota. Dois dias atrás, achei  este depoimento no Facebook de Mônica Calmon:  
Ana Luiza e Tia Anne, no nosso apartamento de São Paulo
"Hoje fui doar sangue para a guerreira Ana Luiza, filha do meu querido primo Marcos e da Carol, no Hospital A. C. Camargo. Aninha é de Manaus, tem sete anos e desde que chegou em Sampa, adora o Silvio Santos. Em setembro do ano passado, deu-se o diagnóstico de rabdomiossarcoma, um câncer raríssimo localizado na base do crânio. Neste momento, ela precisa de muitas doações de sangue. Por isso peço a todos que puderem - pois grande parte das doações que estão sendo feitas é devido à força de divulgação das redes sociais - vão doar sangue. Para quem quiser saber mais, acessem: http://vidanormal.blogspot.com/
Obrigada, queridos!"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dois retratos de Ana Luiza


Apesar desta garotinha sorridente fazer parte da família de meu marido, só vim a conhecê-la recentemente, quando ela (e os pais dela) apareceram lá no apartamento de São Paulo  onde passamos as “temporadas de cidade”.  Estavam chegando de Manaus, e de uma maneira extraordinária: aterrissaram no aeroporto de Guarulhos a bordo de uma UTI aérea e saíram de lá dentro de uma ambulância que já os aguardavam.
Foram direto para um hospital no bairro da Liberdade.
O que provocou isto?
Os médicos  haviam descoberto que ela tinha uma doença séria, um câncer que lhe deixara com poucas chances de vida (só 20%).  Este diagnóstico foi comunicado aos pais, apenas dois meses depois desta foto onde Ana  aparece com o vestidinho azul de laçarote cor-de-rosa e bolinhas.
De lá pra cá, Ana Luiza comeu o pão que o diabo amassou. Uma montanha de remédios, quimioterapias agressivas,  e finalmente uma sofisticada operação cirúrgica na cabeça, neste janeiro de 2011.
 Vocês pensam que Ana Luiza se deixou abater? Olhem a carinha dela, de lenço vermelho na cabeça! Ana Luiza tem levado a vida da maneira mais normal possível, dentro das circunstâncias. Brinca, vê TV, se alimenta direitinho, conversa, vai ao parque...
Ana Luiza, eu quero ser você quando crescer.
Estamos lhe esperando para uns banhos de mar, conforme o combinado.
Enquanto isso vou acompanhando sua cura pelo blog que sua mãe escreve, desde a partida de Manaus, em final de setembro do ano passado.
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Carolina começa escrevendo assim:
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“Acordei no dia 17 de setembro de 2010, como se fosse um dia normal. E era um dia normal. O celular do Marcos indicava que já era hora de levantar. Ele me acorda, eu me espreguiço e levanto da cama. Ele, como sempre, se esparrama sobre o meu lado da cama e dá uma risadinha da qual já me acostumei e que com o tempo passei a gostar. Ele ainda vai cochilar por mais 15 minutos enquanto eu vou fazer minhas obrigações maternas. Ao abrir a porta do quarto, já sinto aquele bafo. 
O típico calor de setembro: “Ê, calorão de Manaus...”