Toda interpretação de realidade é vesga – e a minha não é exceção. Tenho como certo que a marca do afeto, da limitação intelectual e sensorial afetam minha visão de Santo André. Mas não acho temerário dizer que agora a povoação já pode contar uma singular história em termos de educação pela arte. Tudo começou com a criação do Centro de Cultura e Convivência – o pioneiro – cerca de 9 anos atrás. Alguns moradores se juntaram para intentar levar a arte (notadamente dança e artes plásticas) para as crianças e jovens do local, quase todos carentes de oportunidades deste tipo. As imagens abaixo dizem mais que mil palavras...A primeira foto é de um espetáculo de dança de rua que aconteceu no verão de 2008. O Corpo Cidadão de BH trouxe professores para Santo André, a moçada teve um mês de aulas e fez um show inesquecível no espaço da fábrica de cocadas (ao fundo, grafitti de Stefano Visigalli e Mazinho)
Acima e abaixo - festa temática promovida pelo Centro Cultural para comemorar (internamente) o final das atividades deste ano de 2009. Haverá, ainda, a festa de apresentação do final do ano aberta a toda a população
exibição de filme no resort Costa Brasilis para os meninos do Centro Cultural
as crianças da pré-escola Maria Marta com brinquedos doados por crianças de uma escola alemã
professor e alunos da Escola Municipal
Depois do Centro chegaram (não necessariamente nesta ordem) a pré-escola Maria Marta, a capoeira, o IASA (Instituto de Amigos de Santo André) a exibição gratuita de filmes, o projeto Sirigóia (cooperativa de mulheres que trabalham com fuxico), a participação do Corpo Cidadão, a contribuição financeira, de trabalho voluntário e da expertise de moradores ou visitantes, os músicos locais (baianos, italianos, franceses)...
É diferenciado, o nosso povoado.

professor e alunos da Escola Municipal
Depois do Centro chegaram (não necessariamente nesta ordem) a pré-escola Maria Marta, a capoeira, o IASA (Instituto de Amigos de Santo André) a exibição gratuita de filmes, o projeto Sirigóia (cooperativa de mulheres que trabalham com fuxico), a participação do Corpo Cidadão, a contribuição financeira, de trabalho voluntário e da expertise de moradores ou visitantes, os músicos locais (baianos, italianos, franceses)...É diferenciado, o nosso povoado.
(primeira foto - Léa ou Cláudia; foto escola Maria Marta e Municipal: Wally)





























du Rap, sobrevivente ao massacre do Carandiru)
A poesia, o estranhamento inicial da cidade e a garoa fina só contribuíam para a sensação de sonho e de fantasia -- rendi-me ao onírico sem culpa -- entrei na locadora e peguei três filmes na prateleira central: um cubano, um italiano e um chinês.
Mesmo com as sacolas dos livros ainda deu para entrar na Galeria de Arte do Sesi e percorrer a exposição de Arte Colombiana, uma coletiva que prima pela variedade – são 50 artistas (entre os quais Botero) com influências das vanguardas do século XX (concretismo, cubismo, abstracionismo) e 148 obras, como este óleo de Beatriz González chamado Suicidas do Sisga II -- a artista pintou o quadro depois de ler no jornal a notícia do suicídio de um casal em uma represa.
