domingo, 8 de novembro de 2009

o primeiro coqueiro plantado na Coroa Alta

O parque de preservação marinha de Coroa Alta está localizado no litoral norte de Santa Cruz Cabrália, ou seja, em Santo André. Na maré baixa formam-se ali umas piscinas naturais onde é possível apreciar o suave ondular das barbatanas dos peixes e o esconde-esconde dos crustáceos. Um sonho antigo do amigo Ugo (Pousada Victor Hugo) era colocar um coqueiro lá. Depois de meses planejando e falando nisto, finalmente saímos para plantar o coqueiro -- a clássica palmeira das ilhas desertas de vegetação. O percurso de barco leva uns 45 minutos; combinamos de nos encontrar no cais da Toca dos Piratas (antigo Porto das Canoas). A partida estava marcada para as 10 horas, mas devido à uma série de incidentes conseguimos sair com apenas duas horas de atraso um dos atrasos foi porque alguém lembrou, na última hora, que precisaríamos de uma pá para cavar o solo da Coroa Alta, que é formado por resíduos de corais e crustáceos -- e nós até conseguimos uma, mas na parada para a cerveja de largada a pá foi esquecida em cima do balcão estamos nos aproximando da Coroa Alta
a navegação: 45 minutos no Bacana, até a barreira de corais e o banco de areia (Igor e Jefinho) levando o coqueiro para terrra firme, Tiago na frentea escavação foi feita com as mãos enfiadas em sandálias havaianas que funcionavam como mini-pás; quem mais se esforçou foi o Bambo. Os últimos retoques do plantio -- colocamos 3 sacos de terra adubada, água (levamos um botijão com 25 litros de água doce) para molhar e escoras para amparar o coqueiro enquanto ele cria raízes a galera posa para o Cláudio bater a foto do coqueiro após o plantio (Tiago, Igor, Jeffinho, Olimpia, Bambo e Saraiva) tarefa cumprida! agora é torcer para chover!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

o livro que tornou Paul Auster famoso em todo o mundo


A Trilogia de Nova York (1987) é considerada a obra emblemática do escritor americano Paul Auster, um artista considerado pela crítica literária como um dos grandes nomes da literatura mundial. Este é um livro costurado no entrelaçamento de três estórias de mistério passadas no submundo da metrópole norte-americana, em que os personagens (assim como o leitor), vão gradativamente se tornando prisioneiros dos quebra-cabeças engenhosos saídos da imaginação alucinante do escritor.

Ainda estou lendo a primeira parte desta sinfonia -- Cidade de Vidro -- em que o personagem Daniel Quinn (escritor de romance policial), leva uma vida solitária e afastada do néon da cidade até atender um telefonema feminino no meio da noite procurando por um detetive particular. Ao decidir se fazer passar por outra pessoa, o personagem mergulha num mar de dúvidas e passa a questionar até sua própria identidade.

Apaixonei-me pela prosa límpida de Paul Auster, pelo ritmo que ele imprime ao romance e por passagens como esta, abaixo (em tradução livre)

"Uma hora mais tarde ele desceu do ônibus na esquina da Rua 70 com a Quinta Avenida. Num dos lados estava o parque, o verde ao sol matinal, do outro lado erguia-se o Frick, alvo e austero, como se tivesse sido entregue aos mortos. Por um momento ele pensou no quadro de Vermeer Soldado e Moça Sorrindo, tentando rememorar a expressão do rosto da jovem, a posição exata de suas mãos ao redor da xícara, o dorso vermelho do homem sem rosto. Num lampejo, ele viu o mapa azul preso à parede e a luz do sol passando através da janela da mesma maneira que a luz o envolvia agora."


(Johanes Vermeer) O interior de uma residência com iluminação natural suave e duas figuras humanas como nesse Soldado e Moça Sorrindo, são temas típicos de um quadro de Vermeeer, um pintor do cotidiano. A moça se destaca por estar completamente iluminada pea luz que passa através da janela. O soldado está praticamente na sombra, ambos com poses e expressões naturais.
Nem escadarias nem hordas de turistas ansiosos empurrando o cordão de segurança que protege a obra de arte. O Frick Collection é um museu dos mais destacados do mundo que tem em sua escala diminuta um dos bons atrativos, assim como sua atmosfera intimista de bancos, jardins e objetos. A mansão -- com vista para o Central Park -- foi construída para ser a moradia de um magnata do aço, Henri Clay Frick. Ele dispôs as obras nas 16 galerias da casa tendo como critério principal o jogo de analogias entre os quadros, sem se importar com o vínculo histórico ou estilístico. Da imensa lista de mestres destacam-se Bellini, Piero della Francesca, Vermeer, Goya e Rembrandt.

festa à fantasia



passei no seu orkut para ver as últimas fotos
me diverti demais com o chapéu do Chaves, rsrsrsrs



o significado desliza entre mil-folhas

as mil-folhas da amendoeira do meu vizinho Massimo uma variedade francesa de massa folhada doce (mille-feuille) com recheio de creme Portrait of a reading girl (Thomas Sully, 1842). Um livro de mil folhas.

Ícaros modernos



O filho mais velho de São Paulo veio visitar e alegrar nossa casa trazendo consigo dois amigos gente boa. Os três são pilotos de aviação comercial e trabalham na mesma companhia aérea. Como têm passes livres aéreos cogitaram de ir até Amsterdã, mas acabaram preferindo Santo André. Além disso queriam relaxar saltando de parapente (uma modalidade de vôo livre) das falésias de Trancoso.
Gostaram da adrenalina dos vôos e da tranquilidade de nosso quintal.

opção




preferia o carro ao apartamento
pelo menos no trânsito via a cara do vizinho

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

pesadelo digital


O aparelho de TV de minha casa cessou de transmitir som e imagem.
Foi preciso levá-lo até a oficina autorizada mais próxima, em Eunápolis, cidade a cerca de cem kms de Santo André. O tipo de tarefa maçante que ocupou meu marido o dia todo e ainda se repetiu dois dias depois quando o conserto ficou pronto. O preço do serviço foi caríssimo, mas pelo menos a TV esteve normal durante cinco dias até parar outra vez. Consertar eletrodomésticos aqui nesta região é exercitar a paciência como Buda aconselhava. Em outra ocasião esperamos oito meses para termos o aparelho de ar condicionado reparado. Quebrou às vésperas do verão e só foi devolvido no auge do inverno quando o vento Sul (aquele que queima as plantas e deixa os pescadores em terra firme) soprava solto na enseada do João de Tiba.
Terceira viagem para Eunápolis vendo a paisagem com a inútil TV no carro.
Inútil aqui em casa porque lá na oficina ela funcionou muito bem.
---------------------foto do cineasta David Lynch
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A idéia de trabalhar com imagens começou a nos ocorrer quando ainda morávamos em cavernas -- estão aí os desenhos ruprestes para prová-la. Os povos sempre procuraram representar uma realidade acrescentando seus desejos ou emoções à imagem como, por exemplo, caçadas a animais enormes para realçar a bravura do caçador. Com o avanço da técnica, a pintura passou a reproduzir as imagens de sua época em tom fiel, embora sempre incorporando o ponto de vista do autor, fazendo com que reis pudessem parecer poderosos (mesmo que fossem tímidos) e as mulheres nobres mais bonitas pelas tintas do que pela genética.A fotografia fez com que a realidade fosse impressa num patamar mais alto de fidelidade. Aqui, tudo influencia no resultado final: os retoques, os ângulos, a cor e a luz. Hoje contamos com o computador para manipular as fotos.
Quando o cinema chegou, deu vida aos quadros parados -- parecíamos estar a um palmo da realidade. Por outro lado, proporcionou ilusões, através dos efeitos e recursos da cinematografia. Essas fantasias ficaram tão próximas de serem realidade que transformaram o cinema numa fábrica de ilusões.
A televisão herdou as características do cinema e criou mais algumas: a proximidade com o tempo presente, a praticidade de estar dentro do lar e a multiplicidade de canais tornaram-na o meio mais poderoso de transmissão de idéias e ideais.
Até que surgiu a internet.
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tela de Ana Prata, 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

triste tópico

Morreu o antropólogo e filósofo francês, Claude Levi-Strauss, aos 100 anos de idade. Foi professor na Universidade de São Paulo (USP), na década de 30.
Realizou no Brasil os primeiros trabalhos de etnologia entre populações indígenas, trabalho que desenvolveu durante toda a vida e que o transformou num clássico de ciências humanas. Na celébre obra "Tristes Trópicos" conta como sua vocação de antropólogo surgiu durante andanças pelo País que amava: o Brasil.
Na foto, o antropólogo quando jovem.
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quando jovem, estudei Ciências Sociais na USP
à época, Lévi-Strauss era um mito, um nome que falávamos com devoção
o tempo só reforçou este sentimento

depois da chuva

os turistas voltaram para a praiapassei a usar o bequinho da escola para cortar caminho até minha casa
e o cajueiro voltou a ver ciclista

o feitiço da vila


Choveu em grande estilo durante toda a semana passada. Dia após outro, água pura e nada de sol. A gente fica mais para o interior da casa e para o dentro da alma até porque o povoado, como já expliquei, tem uma natureza espetacular, mas não procure farmácia, barbearia, banca de revista, shopping, loja (tem duas ou três), médico, padre ou pastelaria. Talvez por isto fiquei tão curiosa quando vi esta placa na rua de uma grande cidade longe daqui -- os contrastes atiçam minha percepção -- o que será que faz uma pessoa ser especialista em consumo?
Com certeza morreria de fome aqui em Santo André da Bahia.

Mas voltando à intempérie -- uma noite foi diferente: a chuva arrefeceu devagar e cessou subitamente. Foi possível andar com jeito pelas ruelas onde as poças d'água se enfileiravam -- as maiores com pedras ou pedaços de tábua para a gente pular de uma para a outra sem molhar os calçados. Se errar, é certo, atola os pés na lama. Era uma noite quieta e molhada com raros transeuntes ao redor. Sentamos no Sant'Anas para tomar cerveja, olhar a lua e escutar o silêncio pontilhado dos sons da noite pacata. Bem mais tarde dois amigos italianos nos fizeram companhia -- chegaram um pouco antes dos alemães. Curioso é que um pouco antes de sair de casa, eu lera a mensagem de uma amiga comentando o filme Os famosos e os duendes da morte, de Esmir Filho. Olha que título ótimo! O filme é situado no vale do rio Taquari, uma região de atmosfera fria e úmida no extremo sul do Brail, onde se estabeleceu uma colônia alemã de pomerânios que se mantém isolada em suas crenças, costumes e linguagem, com rádios e jornais em alemão.
Aqui em Santo André acontece o contrário, nossos alemães estão ficando cada vez mais brasileiros.

August Sander: um fotógrafo alemão (1876-1964)

Nessa mesma noite, um fotógrafo daqui de Santo André (embora more em New York) o Theo Volpatti, falou-me sobre August Sander, um artista seminal; notabilizou-se na linha portraits. Um artista que devotou sua vida a um projeto batizado de "O homem do século XX" onde registra os homens de sua região natal (Westerwald) com o dom de sua arte. Sander produziu uma antologia de mais de 600 fotos de cidadãos alemãos.
"Young girl in a circus caravan"
(1929)


(Bricklayer)
"Pedreiro"

domingo, 1 de novembro de 2009

mensagem para meu genro

Dear Tomi:
vieram umas amigas almoçar conosco hoje -- uma é jornalista, a outra é fotógrafa .... olha a foto do nosso quintal que mandaram pelo celular....
é a sua rede!
Não esqueça que ela (e nós) estamos aguardando vocês, aqui em Santo André.

sábado, 31 de outubro de 2009

o encontro de Joan Crawford e Berlusconi em Santo André da Bahia

Atenta ao ritmo cadenciado dos pingos fortes da chuva e ao cantar álacre do passaredo neste sábado de Vila Molhada, passo os olhos por um ou outro jornal até me deter numa matéria escrita por um colaborador do periódico espanhol El País. Comentava as reações de perplexidade suscitadas fora da Itália com relação à atitude dos italianos em darem respaldo a um primeiro-ministro envolvido em dois processos judiciais e tido como estrela nos tablóides que noticiam escândalos sexuais.

Além do portentoso alcance midiático -- Citizen Berlusconi detém o controle da TV pública e privada da Itália -- o autor ilustra sua análise com fatores culturais, como por exemplo, o que ele chama de "a masculinidade da sociedade italiana", entendida como a predominância de valores que ainda são considerados masculinos: a autoconfiança, uma certa dureza de atitude, a busca desenfreada pelo êxito a qualquer custo -- atributos condizentes com o perfil público do primeiro-ministro e que ganham sustento numa "sociedade de aparências como a italiana."
Liguei o editorial do jornal com o filme de ontem à noite, o centésimo que o Casapraia oferece em fina parceria com o Cinema Cajueiro (houve bolo, comemoração e a presença de uma Crawford latina). Era justamente Johnny Guitar, o clássico filme do gênero western que apontava, já em 1953 para a desestabilização dos papéis tradicionais de gênero. A primeira cena apresenta um caubói -- Johnny, em pessoa -- seu inseparável parceiro chamado cavalo, o desabitado e estático cenário montanhoso e... um violão preso às costas. A mulher que ele procura (e deseja) é Vienna, personagem interpretada por Joan Crawford, a carismática dona (durona) de um cassino frequentado por brutos (eles também amam). Ela é a protagonista, a heroína do filme e vai duelar (literalmente) com outra mulher -- a vilã -- armada de pólvora, ambição e sexualidade reprimida que se vale dos amigos facínoras, a começar pelo xerife. Quem vence é Vienna. Numa completa inversão dos valores ditos masculinos, aqui são os homens que demonstram insegurança e hesitação, enquanto as fêmeas explodem em testosterona.
Berlusconi, te cuida!
Quem sabe Vienna resolve visitar Roma.
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Penso, com alívio, que nenhum italiano que conheço gosta de Berlusconi. Seria como se nós, brasileiros com alguma memória e capacidade analítica, gostássemos do Sarney. Aliás, no momento estou encantada com os presentes cinematográficos recebidos de um italiano que mora em Santo André -- o dono da Pousada Victor Hugo. Ele passou meses, talvez pouco mais de um ano, tentando elaborar sua lista de filmes imperdíveis da história do cinema e deu-se ao trabalho de consegui-los, com a ajuda de um amigo de São Paulo.
O primeiro que vimos -- olha a qualidade do début -- foi A Batalha de Argel, filme dirigido por um italiano, judeu (lindo de morrer), o Pontecorvo, um homem de esquerda ligado ao partido comunista e organizador da resistência anti-fascista em Milão e Gênova. Em 1964 conhece Saadi Yacef, o autor do livro e das memórias de batalhas anticolonialistas que dá título a sua obra prima. Vai então para a Argélia onde, trabalhando com atores não profissionais, faz uma das maiores obras-primas do celulóide de todos os tempos.
Depois de M (O vampiro de Dusseldorf, o primeiro filme sonoro de Fritz Lang) e Que fim levou Baby Jane -- qual será o próximo? -- penso na sorte que é ver cinema bom e achar gente que adora cinema nessa pequena povoação do Sul da Bahia.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

possibilidades



"Seja qual for o caminho que eu escolher um poeta já passou por ele antes de mim."
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citação atribuída a Sigmund Freud

aniversário


o rede furada atingiu a marca de 30 mil visitas

contos curtinhos de gonçalo tavares


Uma vez um médico mandou-me despir todo e depois disse:
--Ouça lá, isso é corpo que se apresente?
Ele tinha uma certa razão.
--Mas este corpo sabe dançar muito bem -- respondi-lhe na altura.
--Isso era bom antes da revolução -- disse ele -- Agora já ninguém valoriza alguém por saber dançar. Nos tempos que correm o necessário é trabalhar para construir um mundo novo e você não tem um corpo digno para o trabalho. O seu corpo é uma vergonha -- disse ele, no fim -- uma vergonha!
Desde aí -- não sei bem por quê -- comecei a ter uma certa aversão a revoluções.
Está-me no sangue.
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Quero comprar uma máquina que pense por mim.
Tenho o livro de um filósofo.
Tenho 2 livros de um filósofo.
Um livro é uma máquina que pensa por mim
e é uma máquina barata.






"A minha crueldade começou por acidente.
Um dia salvei um homem que se queria matar e hoje ele está vivo
e tem uma vida completamente
desgraçada."


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Um dia, o professor de física pediu-me para calcular a energia libertada no choque do corpo de um menino que caíra da altura de 50 metros.
Eu respondi-lhe que se o menino fosse mesmo menino nunca chegaria ao chão, mais que não fosse por teimosia.
As crianças são muito teimosas, toda a gente sabe.
Têm a mania de contrariar.
Se lhes dizem: façam isto!
É mais do que certo que elas não o façam.
Está-lhes no sangue.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

O filme do Zaqueu

O povoado de Santo André da Bahia foi agraciado com a produção de um documentário curto (cerca de 16 minutos, dividido em 3 partes) pela produtora Blue Filmes, com direção de Bruno Bock. O filme tem um artesão -- Zaqueu -- como linha temática, porém o grande personagem é o nosso povoado, mostrado em lindas imagens do rio, do mar e da cidadezinha.
Bruno está enviando uma cópia do DVD para ser exibido no Cine Cajueiro. A meninada com certeza vai amar! (obrigada)
primeira parte

http://www.youtube.com/watch?v=YDsUJAWmchA
segunda parte
http://www.youtube.com/watch?v=pYNtvx0wpqk
terceira parte
http://www.youtube.com/watch?v=R8xxlxygwrM

além do Zaqueu aparecem outros moradores da Vila. Reconheci os irmãos Paulo e Elielto, o Bambo, o suíço Alan, o João Lúcio e outras crianças. Cláudio ajudou na produção do documentário emprestando a lancha que serviu para as locações no rio e no mangue.
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Produção: Leandro Milani
Músicas tema: Berimbau Blues e Tainá – Dinho Nascimento
Genteboa Produções Artísticas e Culturais LtdaCD Berimbau Blues
Música: A fonte, Mamamaue. - Banda Nataraj.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

IV Encontro Xamânico

aconteceu neste final de semana, o quarto encontro (serão 12) promovido pela Xamã Anna Xaraos rituais foram realizados no Casapraia inclusive o batizado de Gaia, filha de Marina, neta de Míriam
as notícias chegam através dos participantes
todos gostaram
partilharam
sentiram
são as palavras que escuto
Parabéns para Anna pelo evento que vem conseguindo manter o mesmo número inicial: cerca de 40 pessoas que se deslocam do Rio, de BH, de Porto e Arraial.
Santo André é ecumênico.

Entrementes em Bagdá



2 carros = 155 mortos
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Impedir que um homem mate outro homem deveria ser uma lei, uma lei do corpo.
Não me interessam nada as leis da justiça,
as leis escritas.
Falo de uma lei do corpo.
Construir-se um corpo geneticamente impossibilitado de matar outro.
A vontade pode desejar, mas não há braços capazes de o fazer.
É isto.
Percebem o que eu quero dizer, não percebem?
Todas as mortes pertencem um pouco a toda a gente.
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Gonçalo Tavares, escritor português

Tablô


O Embaixador do Ceilão
encantou-se com a Embaixatriz da Índia
(mais linda asiática
não conheci)
e de repente
para constrangi-
mento geral
bradou
esta noite
você dorme comigo
Bebera demais
teve que sair
amparado pelo chofer
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poema de Francisco Alvim
tela de Juarez Machado